O FUTURO DA DANCE MUSIC

Construindo os fatos…

O ano de 2018 chegou ao fim com um calendário padrão da dance music. Entre a semana da música em Miami e o ADE, o IMS e mais uma temporada de Ibiza e festivais como EDC Las Vegas, Tomorrowland e Creamfields, passaram uma série de artistas (DJs), considerados joias da coroa na indústria. Mas esse ano em particular encerrou cheio de incertezas, com a dance music equilibrando-se nas mais delicadas cordas bambas, pela primeira vez na última década.

A arte em geral tem o hábito de trabalhar grupos de tendências, ditadas por artistas inovadores da indústria.  Nos anos 80 tivemos a viagem do House de Chicago para Nova York (Studio 54), e ninguém imaginaria o impacto que ele teria no próximo meio século. Já a cena Techno continuava a crescer em Detroit, devido aos elementos minimalistas da música; e nos anos 90 armazéns e raves ilegais se tornando pratica comum em Londres. No final do século, artistas como Paul Van Dyk, Ferry Corsten, Paul Okenfold e Tiesto abriram o caminho para explosão do trance, dando um sabor comercial para os lasers e canhões de gelo em clubs famosos como Amnesia Ibiza. No final da primeira década a dance music alcançou o mainstream, explodindo com o codinome “EDM”. Linhas de dance e pop sendo mescladas, dominando o topo das paradas no mundo todo, com suas letras sendo cantadas nas pistas de dança.

Com a mudança na dinâmica para a indústria vimos artistas que já haviam desfrutado sabores um tanto underground, como David Guetta, emplacando três singles consecutivos no Top 1 do Reino Unido em apenas dois meses. Guetta sofreu muitas críticas ao fazer colaborações com artistas de R&B, mas foi a partir daí que provou ser um inovador (aquele cara que dita as tendências que mencionei acima), e assim moldou o curso da dance music para sempre. Diversidade artística e irreverência, quando bem sucedias, são amplamente elogiadas e frequentemente criticadas.

Entre 2010-2013 tivemos a famosa “era de ouro da “EDM”, e a partir desse ponto passou a não mostrar sinais de estouro, tornando-se uma grande “bolha”. No entanto, Avicii estava no auge de sua carreira, produzindo um som melódico jamais visto antes na dance music e decidiu estrear uma mudança de gênero no festival mais importante de música eletrônica do mundo, o Ultra. Tocando faixas de um álbum inédito de country & western-infused levou a música eletrônica para a vanguarda da cobertura da mídia. O menino prodígio foi rotulado por alguns sites como sendo “muito avançado para a dance music”, mas em alguns meses, com o hit “Wake Me Up”, ganhou álbum de platina, acumulando mais de um bilhão de plays no Spotify. E mais um pioneiro nasceu. Paralelamente, a “aposentadoria” do trio Swedish HouseMafia impulsionou  uma série de novos sub-gêneros, como o “Dirty Dutch” que levou Hardwell ao primeiro lugar dos Top100 da DJ Mag. E nos anos seguintes, Dimitri Vegas & Like Mike e Martin Garrix levaram o prêmio ainda com o estilo “Big Room”, que acabou ficando cada vez mais melódico, mostrando uma grande mudança de direção na indústria.

O cenário mudou diversas vezes, com a chegada do “Future House” e a ascensão do Trap, e oscilou muito por diversos sub-gêneros, numa busca infinita de identidade.

A expectativa para este ano é enorme, pois finalmente o Swedish House Mafia retornou às pistas, no Ultra do ano passado, reacendendo a chama no coração dos amantes do Big Room. O trio que indiscutivelmente foi um dos maiores expoentes da dance music de todos os tempos está de volta para moldar o futuro da indústria, já que as tendências são influenciadas por pioneiros. O Swedish House Mafia alcançou feitos nunca antes vistos na dance music e sua ausência só aumentou sua reputação. Se encontram como super estrelas globais na escala Beyonce, Drake, Justin Bieber. Os fãs criaram uma grande esperança para o retorno também da “era de ouro” da “EDM”, mas pudemos notar a mudança de tom do trio ao apresentar um som bem mais “pesado” em Miami na ultima edição do Ultra. 2019 com certeza será um ano de novos movimentos, novas sonoridades, com linhas de baixos marcantes e todo o imprevisível apaixonante de velhos e novos ditadores de tendências. De qualquer forma a arte, a música sempre com sua natureza emocionante nos deixando em um grande estado de expectativa!

Aguardamos as cenas dos próximo capítulos…

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